Frase do Dia:

"Você não é mal, Harry. Você é um menino bom a quem coisas ruins aconteceram." Sirius

quarta-feira, janeiro 11

Pottermore - Expresso de Hogwarts

Como sabemos dos primeiros relatos históricos, e das evidências de xilogravuras e gravuras, os alunos de Hogwarts costumavam chegar à escola de qualquer maneira que os agradasse. Alguns guiavam vassouras (uma proeza complicada quando se está carregando malas e animais de estimação); outros comandavam carrinhos encantados e, mais tarde, carruagens; alguns tentavam Aparatar (constantemente com efeitos desastrosos, uma vez que o castelo e seus terrenos sempre foram protegidos com feitiços Anti-Aparatação), outros montavam uma variedade de criaturas mágicas.
Apesar dos frequentes acidentes nesses vários meios de transportes mágicos, para não mencionar os avistamentos anuais de um grande número de bruxos voadores viajando para o norte por trouxas, continuou sendo dos pais a responsabilidade de conduzir seus filhos à escola, até a imposição do Estatuto Internacional de Sigilo, em 1692. Neste momento, tornou-se uma questão de urgência encontrar algum método mais discreto para transportar centenas de crianças bruxas de toda a Grã-Bretanha à sua escola secreta nas montanhas da Escócia.
Chaves de Portal foram, portanto, dispostas em pontos de coleta por toda a Grã-Bretanha. A operação causou problemas desde o início. Mais de um terço dos alunos não conseguiriam chegar a cada ano, tendo perdido seu horário ou sendo incapazes de achar o discreto objeto encantado que os transportaria para sua escola. Houve também o fato lamentável de que muitas crianças ficavam (e ficam) enjoadas ao usar uma Chave de Portal, e a ala hospitalar ficava frequentemente lotada nos primeiros dias de todos os anos, enquanto alunos sensíveis superavam sua histeria e náuseas.
Embora admitindo que as Chaves de Portal não eram a solução ideal para o problema de transporte escolar, o Ministério da Magia falhou ao tentar encontrar uma alternativa aceitável. Retornar para a viagem não regulamentada de antigamente era impossível, e uma rota mais segura para a escola (por exemplo, permitindo uma lareira que poderia ser uma entrada oficial por Pó-de-Flu) foi fortemente combatida por sucessivos diretores, que não queriam que a segurança do castelo fosse violada.
Uma solução ousada e polêmica para o tormentoso problema foi finalmente sugerida pelo Ministro da Magia Ottaline Gambol, que estava muito intrigado com as invenções trouxas e percebeu o potencial dos trens. De onde veio o Expresso de Hogwarts, exatamente, nunca foi provado conclusivamente, apesar de ser fato que existem registros secretos no Ministério da Magia detalhando uma operação em massa envolvendo cento e sessenta e sete feitiços de memória e a maior massa de feitiços de ocultamento realizada na Grã-Bretanha. Na manhã seguinte desses supostos crimes, uma reluzente máquina a vapor escarlate e carruagens surpreenderam moradores de Hogsmeade (que também não perceberam que tinham uma estação ferroviária), enquanto vários trabalhadores trouxas da estação de Crewe passaram o resto do ano lutando contra o sentimento desconfortável de que tinham se esquecido de algo importante.
O Expresso de Hogwarts sofreu várias modificações mágicas antes do Ministério aprová-lo para uso escolar. Muitas famílias de sangue-puro ficaram indignadas com a ideia de seus filhos usarem transporte trouxa, o qual eles diziam ser perigoso, anti-higiênico e degradante; contudo, já que o Ministério decretou que os alunos que não pegassem o trem não frequentariam a escola, as oposições foram rapidamente silenciadas.

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